Um grito de Ansiedade!
A ansiedade da Promocao policial
Em casa, → a noite
me cobra a recapitulação do dia—faço-a.
Na mente, visiono a história toda – uma vasta
gama de nomes naqueles despachos de promoção foram lidos. Muitos dos meus
companheiros comtemplados,
— mas o meu nome, é um dos mais azarados.
Tudo bem, talvez chegue a minha vez, tao tarde
quanto cedo, ou talvez não chegue mesmo – mas eu continuo aqui.
Háh! Mas isso pouco importa!
Deixe-me embaciar a memória para que acorde
formatada.
De longe, estava tudo bem!
Na verdade esta tudo bem – Reafirmo!
De repente – alguém decide me perturbar, é o tentador
do sonho ‑‑‑ que invadiu o meu sono, decidiu perturbar o silêncio da mente.
Prossegue – nele, visiono-me numa possessão de
membros perfilhados em parada.
Uma chuva de patentes recai sobre o público
que me fazia, fazia-se apenas ao meu redor, como se escapassem de mim.
Quando me encontrasse em frente, elas caiam a
retaguarda, se me fizesse a retaguarda, elas recaiam ao meu lado,‑‑ se me
fizesse aos lados – elas caiam em frente.
Era triste,
‑‑ Era
agoniante,
‑‑ Era amargurante.
Dos olhos chorosos, tornavam-se um vale de
lagrimas e o coração seguimento.
‑‑ Tenho que fazer algo — mas que eu faço?
Devo gritar — talvez não me vejam,
‑‑ Talvez me esqueçam
— Aqui, eu estou aqui ‑‑ por favor aqui para mim…
‑‑Olhem para mim, aqui, aqui, aquiiiii.
Tento gritar e a fonia da minha voz não me permite…
Quero gritar e não consigo – continuo afónico.
Passam-se três gerações de patenteamentos – e
eu assisti…
Parabenizaram-se, abraçaram-se, e comemoram
entre si — E eu assisti…
Para zombar de mim deram-me as novas ordens
que adquiriram—e eu às cumpri…
A agonia já não me perdoa… ‑‑ devo gritar para
me libertar…
Tenho que gritar para vomitar esse fel…
Talvez não seja a solução, é melhor que me
identifique, porque com certeza não me conhecem,
ou de me se esquecem…
Quero lembra-los de quem eu sou!
‑‑ Eu
sou – aquele agente preocupado, vagueando as ruas da cidade
‑‑ Eu sou aquele polícia claro nos pés e
escuro nos braços, pescoço e face, pelos meses anos de trabalho neste meu
gabinete quente e Solório.
‑‑ eu sou o servidor que envelheceu nas suas
jurisdições e nos seus becos tristes…
‑‑ Eu sou o policia!
Me desabafo finalmente! Vomito a amargura e
então recupero a esperança, a dedicação—o entusiasmo da FÉ…
Oque e meu virá, ‑‑ tardará mas não falhará –‑
Não é que acontece?
‑‑ Chega a minha vez, o meu nome perfeitamente
pronunciado,
agora finalmente encherei as algibeiras…
Você e eu, ‑‑ eu e vocês, ‑‑ todos já passamos
por ansiedade e controlamo-la.
Grite, grite muito e muito mesmo! – Grite
alto, grite com o trabalho que você mesmo faz/ fez.
Mas não grite a ansiedade!!
Meus parabéns a todos quanto foram
contemplados e hoje abrangidos, ‑‑
Parabéns aos contemplados – Ainda não
abrangidos..
Parabéns aos que não foram contemplados e
continuam cada vez mais melhor…
Plantando a dedicação, o rigor pelo trabalho,
e acima de tudo…
--Plantam a Fé.
Este é o grito da ansiedade!