segunda-feira, 27 de maio de 2019

Cronicas Coutidianas



Um grito de Ansiedade!


A ansiedade da Promocao policial


Após um dia, um dia de trabalho diferente – um dos mais difíceis da vida profissional.
Em casa, a noite me cobra a recapitulação do dia—faço-a.
Na mente, visiono a história toda – uma vasta gama de nomes naqueles despachos de promoção foram lidos. Muitos dos meus companheiros comtemplados,
mas o meu nome, é um dos mais azarados.
Tudo bem, talvez chegue a minha vez, tao tarde quanto cedo, ou talvez não chegue mesmo – mas eu continuo aqui.
Háh! Mas isso pouco importa!
Deixe-me embaciar a memória para que acorde formatada.
De longe, estava tudo bem!
Na verdade esta tudo bem – Reafirmo!
De repente – alguém decide me perturbar, é o tentador do sonho ‑‑‑ que invadiu o meu sono, decidiu perturbar o silêncio da mente.
Prossegue – nele, visiono-me numa possessão de membros perfilhados em parada.
Uma chuva de patentes recai sobre o público que me fazia, fazia-se apenas ao meu redor, como se escapassem de mim.
Quando me encontrasse em frente, elas caiam a retaguarda, se me fizesse a retaguarda, elas recaiam ao meu lado,‑‑ se me fizesse aos lados – elas caiam em frente.
Era triste,
 ‑‑ Era agoniante,
‑‑ Era amargurante.
Dos olhos chorosos, tornavam-se um vale de lagrimas e o coração seguimento.
‑‑ Tenho que fazer algo — mas que eu faço?
Devo gritar — talvez não me vejam,
‑‑ Talvez me esqueçam
Aqui, eu estou aqui ‑‑ por favor aqui para mim…
‑‑Olhem para mim, aqui, aqui, aquiiiii.
Tento gritar e a fonia da minha voz não me permite…
Quero gritar e não consigo – continuo afónico.
Passam-se três gerações de patenteamentos – e eu assisti…
Parabenizaram-se, abraçaram-se, e comemoram entre si — E eu assisti…
Para zombar de mim deram-me as novas ordens que adquiriram—e eu às cumpri…
A agonia já não me perdoa… ‑‑ devo gritar para me libertar…
Tenho que gritar para vomitar esse fel…
Talvez não seja a solução, é melhor que me identifique, porque com certeza não me conhecem,
ou de me se esquecem…
Quero lembra-los de quem eu sou!
 ‑‑ Eu sou – aquele agente preocupado, vagueando as ruas da cidade
‑‑ Eu sou aquele polícia claro nos pés e escuro nos braços, pescoço e face, pelos meses anos de trabalho neste meu gabinete quente e Solório.
‑‑ eu sou o servidor que envelheceu nas suas jurisdições e nos seus becos tristes…
‑‑ Eu sou o policia!
Me desabafo finalmente! Vomito a amargura e então recupero a esperança, a dedicação—o entusiasmo da FÉ…
Oque e meu virá, ‑‑ tardará mas não falhará –‑ Não é que acontece?
‑‑ Chega a minha vez, o meu nome perfeitamente pronunciado,
agora finalmente encherei as algibeiras…
Você e eu, ‑‑ eu e vocês, ‑‑ todos já passamos por ansiedade e controlamo-la.
Grite, grite muito e muito mesmo! – Grite alto, grite com o trabalho que você mesmo faz/ fez.
Mas não grite a ansiedade!!
Meus parabéns a todos quanto foram contemplados e hoje abrangidos, ‑‑
Parabéns aos contemplados – Ainda não abrangidos..
Parabéns aos que não foram contemplados e continuam cada vez mais melhor…
Plantando a dedicação, o rigor pelo trabalho, e acima de tudo…
--Plantam a Fé.

Este é o grito da ansiedade!

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